Este ensaio analisa como o discurso da antipolítica é utilizado pela extrema-direita brasileira para construir o modelo de performatividade mítica a fim de promover o ideário conservador, mobilizando engajamentos no campo do sensível. Intuitivamente, ela recorre em suas narrativas à ucronia, elemento central no fenômeno da moda, para fabular temporalidades que fundem presente, passado e futuro. Ao utilizar do mecanismo mimético para instaurar mudanças estéticas no imaginário social, ela se apropria de algumas estratégias de estilização neofascistas remodelando as sensibilidades para difundir a ideia de renovação cultural. A utilização de elementos míticos relacionados ao ideal nacionalista se torna uma estratégia…